Para muitos, um intelectual. Para outros, um filósofo de bar d’esquina. Mas ninguém sabe o que aquele baixinho, matusquela e folgado pensa da vida. Tá aí: ele resolveu abrir o coração (para muitos, peludo). Se até os mais seres rastejantes como Fernando Henrique, excêntricas como o Paulo Francis e respeitados como Bob Dylan, deram a chave do orgão mais importante do ser humano, porque este iniciante, logo de cara, não pode?
Nervoso, tímido, explosivo, truculento e carrancudo (os telefones públicos e convencionais já o conhecem bem). Esses já foram os piores adjetivos que recebera. Para dizer a verdade, até gosta de ser interpretado como tal. Acredita no Erasmo quando diz que tem que manter a fama de mau. Mas o que acontece quando as pessoas realmente a conhece? Não sei, parece que aquela fama de pessoa carismática, simpática, engraçada e gente boa se faz por merecer. Aí ele fica se olhando no espelho horas perguntando se ele mesmo iria com a própria cara. "Não!", responde. Como um grosso e temperamental pode ser tão carismático? "Chega, vou acabar com isso! Amanhã vou sair pelas ruas xingando todo mundo e arrumando briga do trocador do ônibus ao professor que vai te encher a paciência". Até que o cachorro do posto, que o ataca todo o dia que chega, se aproxima e dá o seu último biscoito de goiaba.
Falante (às vezes fala tão rápido que nem Max Cavalera entenderia), não gosta de ficar calado um segundo. Nem de silêncio em milésimo. Mas às vezes precisa de que ninguém esteja dando um pio, ou não quer pessoas ao redor. Estar com ele, dá a impressão que está sentado num trem, você sente a terra se mexendo. Não tente disser que está errado naquilo que tenha certeza. Afinal, ele é um "intelectual". E nada é mais irritante a um intelectual que ser discordado com a sua convicção.
Seus personagens fictícios são homens. Mas homens-homens! Não existe nada daquilo que um homem sensível ou um mocinho de um filme resolvem entre cada frame cinematográfico. Tente entender, ele é sonhador, mas é realista ao extremo! Para ele não existe Orlando Bloom em Piratas do Caribe, ou Leonardo Di Caprio em Titanic, ou Clark Cable em ...E o Vento Levou. Existe um Don Corleone, que ajuda com o que (e quem) se preocupa. Um Travis Bickle, que em seu táxi se auto-corrompe com as escórias das ruas. Um Toni Montana que se arrepende e esquece de atos insuperáveis e que não tem como voltar. Um Bill Murray, como um sozinho na multidão Ele é assim: vive de ilusões realistas e plausíveis.
Às vezes se acha um trapo humano, que não vai mudar nada no mundo. Que nem o Greenpeace o chamará para plantar um pé de jiló. Outras, seu ego enche de uma imensa alegria e entusiasmo que até os mais viajandões é difícil de segurá-lo. Se você o acha complexo demais, olhe-se no espelho e repare bem o que tem feito desde de quando acordou. Verá que esse cidadão que o estão chamando de complexo, não fica longe de vocês. A normalidade é a sua maior virtude.
Eu sou Fabrício Alves e espero que voltem sempre. Se quiserem deixar comentário, agradeço. Mas lembro que não faço muita questão. Escrevo pouco sim. Acabou a era daqueles Hebreus de blog que tinham a mania de escravizá-los com textos do tamanho da unha do Zé do Caixão. E se eu não entender Paul Newman do que escreveu, agradeço também.
Abraço.
1 Comment:
Gostei da sua pespctiva sobre si mesmo, eu acrescentaria mais coisas como "porre", "amigo", amável sem ser meloso, educado ao ponto de ser deseducado(isso é possível quando se trata de fafas). Vc é o jardim segredo de muitos, o titanic para alguns e como vc mesmo diz o "nirvana" do novo mundo.
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