Odeio os PPS que recebo por e-mail com mensagens positivas e bonitas. Não por apenas ser extremamente carregados e daquelas variações de cores sofríveis, e sim porque ninguém leva a rixa aquelas mensagens positivistas. Eu quero ver na hora em que o sapato aperta e alguém se lembre das primeiras frases, respira fundo e segue o conselho do amigo internauta. Duvido muito. Sou dado como um homem forte espiritualmente ou “coração peludo” (que definitivamente ninguém entendeu o verdadeiro significado desse vulgo). Eu digo que sim, não levo a rixa por ser alguém que leva a febre das ruas nas costas. Não posso me identificar com filmes como Dirty Dancing, se a minha vida está para mais para os filmes de Spike Lee. Não conseguiria levar uma Levada Louca da Ivete, se o meu sangue está nas poesias de um Kurt Cobain. Eu quero dizer com tudo isso, que nossas vidas hoje é praticamente um quarto escuro. Só se acredita em fé quando pensa-se em salvação. Estamos todos num meio de trincheiras. Veja o país, dominado por um presidente que se mostra vulnerável e de uma baixa estima dominada criada por seus homens de segurança. Um Ronald Reagan dos novos tempos. Um absurdo molde de discurso para os mais pobres de intelecto e um medo terrível de estar em frente aos de bom senso e pensantes. Uma grande farsa, uma mentira insuperável. Talvez o maior marketing feito na história do país. Agora fecho que faz sentido quando me disseram pra deixar de ser “o cara de Taxi Driver”. Será se eu larguei aquilo? Não sei. Creio que uma outra hora estoura novamente. A melancolia estão nos nossos livros, nas páginas de nossos jornais, nas ruas onde passamos. A sujeira e as mentes perversas dos seres humanos da qual nos esbarramos. Minhas figuras favoritas são as mais indisciplinadas, de difícil temperamentos e anti-convencionais como Edmundo, Lobão, Nasi, Robert De Niro, Dostoievski...São pessoas que você pode sentar num bar, pedir uma bebida e conversar normalmente. Não soam fakes como João Gordo, Daniel Filho, Marcelo D2, Chorão do Charlie Borwn ou Clodovil, que são metidos à besta e à polêmicos. Dias atrás estava em frente à TV e via no Multishow um clipe de um desses grupos novos, que inexplicavelmente se chama NX Zero. Eu tentava entender na canção de amor deles a seguinte frase: “As vezes eu acho que não sou o melhor pra você”. E a todo momento o carinha dizia que sentia saudade e que não vivia sem a Fernanda Lima do clipe. E é incrível esses garotos são agora: autoflagelação para soar um doce cafajeste. Bem parecido com aquilo que falei das músicas sobre a ditadura, do tipo “o que será, que será?”: Soluços de seus próprios pecados. Já disse aqui que odeio pessoas que fazem tipo. Tipo de inteligentes, de românticos e simpáticos. Realmente não dá pra entender este tipo de postura. Ao contrário deles todos, Mister Catra está mais para artista e ser humano, do que esse bando de colegiais do interior de São Paulo. Assim, mostra-se a profecia, da qual vou confessar à vocês: essa pessoa que escreve aqui é mais vulnerável que pensam. Essa melancolia coletiva é fruto de toda essa paranóia que passamos no país. Presidente querendo ser um Zapata inexistente, da qual não sabe o rumo de seu governo. Famílias chorando pela perda de entes queridos, enquanto empresários recebem prêmios. Banqueiros acumulando R$ 4 bilhões em seis meses só de CPMF. Imposição das empresas privadas, onde o próprio o salário é mero favor. A classe baixa recebem bolsa e a classe alta aumentam seus bolsos, enquanto a classe média – grande maioria da população - ficam a ver navios. As igrejas evangélicas tomando posturas de um João Batista enganando o mais necessitado (perdoe-me, se falam mal da igreja católica e ninguém se importa, também tenho o direito de falar dos evangélicos). Um bando de voyers sim. Só se importam com a pobreza e tristeza, enquanto a classe média fica em sinuca de bico. Isso não os fazem se importar com a infeliz situação e sim uma postura orgulhosa e egoísta. Um sábio chinês (Raul Seixas que o diga) chamado Xiapong dizia: “Não importa se um gato é preto ou branco. E si, se ele vai caçar o rato”. Nelson Jobin foi feliz em cita-lo. Nessa altura precisamos de soluções, não de teorias. Isso se aprende nos livros, não nas ruas. E, voltando aos textos positivistas, só duas pessoas me convenciam de que a vida é mais bela que não podemos imaginar: Bretch e Clarice Lispector. Talvez porque me identifico com eles. Pessoas que não se importavam em consumir maiores números de cigarros, viviam em terras fétidas e não perdia as esperanças. Porque amigo, se você perde as esperanças, não sei mais o que você pode perder.
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Em falar em São Paulo, o meu irmão resolveu parar pra assistir o programa do Milton Neves. O irrelevante Vampeta se promovia dizendo, com erros de concordância terríveis, sobre o futebol carioca. Este baiano que comia cactos no sertão da Bahia, disse certa frase:
- O vasquinho do seu Eurico caga no pau, e eles não ganham títulos há muito tempo (público apladindo). Na Quinta-feira vai levar um sacode da gente no chiqueiro deles (público apladindo). Eles (os cariocas) cagavam uma goma na tabela, mas agora eles vão ver os paulistas. Sou paulista, vesti a camisa (o público ovaciona Vampeta).
O ar arrogante do cangaceiro peladão só traz nova paranóia de paulistanos e cariocas. Ei, Vampeta! Porque você não vai cuidar da plantação de macaxeira do seu país, que nós, cariocas e paulistas cuidamos das nossas nações? Ou, se quiser, vai da cambalhota na frente do Lula agora, já que ele é corintiano. Talvez ele aproveite para dar uma cambalhota pra sair do governo.
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Não vamos perder o tempo falando de Vampeta, e sim de pessoas que subiram, que nesse momento devem estar fazendo filmes lá em cima com Hitchcock, Kubrick e Passolini: Michelângelo Antonioni e Ingmar Bergman. Como os dois não deveriam se ver há um bom tempo, desde o Cannes de 2003, eles resolveram se ver de forma inusitada. Assim como aquele acidente terrível da TAM há três semanas atrás, o Bar está de luto também com esses dois mestres que fizeram história na sétima arte, fazendo valer a importância da arte mais importante dos últimos dois séculos. Que vossas reencarnações tenham tamanho talento como os antecessores.
Abraço.
3 Comments:
É... bem mais ou menos hein???
De onde vc tirou começar com um pps e acabar no vampeta?? Vai entender, depois vem com essa de que não entende essa de coração peludo, vai ler Dostoievski e ouvir legião urbana...
Outra, tem uma coisa legal aqui em sampa tem muitas mesas redondas para discutir futebol (para meu desespero e tedio) onde qualquer frase ridicula ou sem noção é atribuida para o Vampeta, dizem o seguinte, na dúvida, é do vampeta! hauhauahuah é interessante como as pessoas esquecem suas origens, é facil esquecer que vc foi um operario quando voce é presidente da republica, é facil esquecer o que é fome quando vc enche o rabo de chocolate.
Que saco. nem vou falar mais nada pq não to a fim de me estressar.
Tchau e vê se coloca algo mais leve e legal da proxima vez, pq não tem ninguém feliz mais.
Vossa Excelência permite o parte,A crítica que vc fez ao Sr.Presidente foi ótima e oportuna pq esse cara não tem perfil nem para ser prefeitinho de Varre e Sai pq o gestor não sabe de nada que se passa ao seu redor nem bom gerente de buteco seria.
Em relação a Classe Merdia(Classe media)que tomamos coca cola e arrotamos ela lembre-se quetanto eu como vc somos produtos dela e na minha concepção ela é a maior culpada pelo que Brasil vive hj pode ela tem poder reflexão e vive num estado lertárgico pq ainda tem seu leite com ovomaltine, Tem poder mobilização política e não como usar isso o q é pior qdo o governo solta suas migalhas de bondade é a primeira a calar a boca,a classe merdia tem conhecimento intelectual para aqueles q não tem mais não o faz pq tem medo da disputa em relação a solução mágica de resolver seus problemas com concurso público passar e viver sua vida idiota e resto q se foda. Sendo que falo da classe merdia com propriedade pq sou produto dela e percebi q tenho mudar esse meu conceito que foi condicionado a ter.
Ao Invés de aceitar tudo sociedade pífia nos oferece pq nós pararmos para pensar e abstrair para qdo tivermos imerso nela oferecer preposições diferentes das comuns para colocar essa sociedade num novo paradigma.
E Mais uma vc perdeu a oportunidade de escrever mais matérias.
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